Violência contra a mulher cresce no Brasil com 4 mortes diárias e especialistas alertam para sinais em relacionamentos abusivos que precedem o feminicídio
O Brasil contabilizou 1.518 casos de feminicídio em 2025, um aumento significativo em relação ao ano anterior e equivalente a uma média de quatro mulheres assassinadas por dia. Esses números alarmantes, divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, refletem uma escalada da violência brutal, frequentemente cometida por ex-companheiros. Segundo Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o recorde de mortes em 2025 é uma falha estatal, tratando-se de crimes evitáveis.
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Clique aqui e Saiba maisA advogada Thaís Cremasco, especialista em Gênero e Saúde da Mulher, enfatiza que a violência raramente se inicia de forma física. Ela destaca que o reconhecimento dos primeiros indícios em relacionamentos tóxicos é crucial, pois a escalada para a violência física indica que a relação já está descontrolada e perigosa. Cremasco descreve um ciclo comum em relações abusivas, que começa com um período de aparente harmonia, seguido por um atrito que leva a uma agressão não necessariamente física, um pedido de desculpas e um retorno à fase de “lua de mel”, um padrão que pode evoluir para violência moral, psicológica, sexual, financeira e, por fim, física.
Cinco sinais de alerta em relacionamentos abusivos identificados por especialistas
- Controle disfarçado de cuidado A tentativa de monitorar roupas, horários, redes sociais, amizades e decisões, sob o pretexto de proteção ou amor, é um forte indicativo de uma relação tóxica. O parceiro pode usar frases como “estou falando isso porque eu te amo” para justificar restrições.
- Ciúme excessivo e sentimento de posse Vigilância constante, acusações infundadas, invasão de privacidade e declarações que denotam posse sobre a mulher caracterizam este sinal. A ideia de que a parceira pertence ao agressor é uma evolução do controle inicial.
- Isolamento social A violência se intensifica com tentativas de afastar a mulher de amigos, familiares, colegas de trabalho ou de seus estudos. O parceiro pode impor proibições explícitas de contato com determinadas pessoas, frequentemente alimentado por ciúmes.
- Desqualificação e humilhação Críticas reiteradas, ridicularização, manipulação emocional e falas que fazem a mulher duvidar de si mesma e perder a autoestima marcam esta fase. Agressores podem minimizar essas atitudes como “brincadeiras” ou culpar a vítima por “entender mal”.
- Ameaças à autonomia e liberdade Quando a mulher percebe os sinais e tenta sair da relação, a violência escala com ameaças, perseguições, chantagens e violência psicológica ou patrimonial. A recusa do agressor em aceitar a independência ou as escolhas da vítima é um sinal claro de perigo iminente.
A violência de gênero é reconhecida como um problema estrutural que exige uma ação coordenada entre Estado e sociedade civil. Em resposta, o governo federal relançou o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. Para apoio e denúncia, a Central de Atendimento à Mulher — Disque 180 opera 24 horas por dia, oferecendo orientação sobre direitos, serviços de acolhimento e encaminhamentos para Delegacias da Mulher, além de assistência psicológica e legal.

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