O que acontece quando a IA vira cupido nos apps de namoro


Inteligência artificial redesenha o romance digital com foco em conexões profundas

Um novo aplicativo de namoro chamado Known está testando uma abordagem mediada por inteligência artificial (IA) para conectar pessoas, visando uma experiência menos focada em quantidade de ‘matches’ e mais em compatibilidade real.

Fundado por ex-alunos de Stanford, Celeste Amadon e Asher Allen, o Known emprega uma interface de chat com IA que entrevista usuários para avaliar seus interesses e valores. Com base em um modelo interno que considera pesquisas sobre compatibilidade, o app sugere um único parceiro potencial por vez e auxilia em apresentações personalizadas e reservas de restaurantes.

“Conseguimos enxergar as pessoas em toda a sua complexidade e encontrar quem tem mais chances de se dar bem e curtir a companhia uma da outra. E isso não precisa partir de princípios rígidos”, afirma Celeste Amadon.

Diferentemente de plataformas que incentivam a permanência do usuário através de assinaturas e recursos extras, o Known cobra para agendar encontros efetivos. Essa estratégia contrasta com modelos como o do Tinder, onde usuários pagam por vantagens ou curtidas ilimitadas.

IA transforma o cenário de aplicativos de relacionamento

O lançamento do Known ocorre em um momento de crescente adoção de IA por aplicativos de namoro. Plataformas como Hinge, com seu projeto Overtone, e Rizz, um assistente de namoro por IA, surgem para otimizar a comunicação inicial e as conexões.

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O Three Day Rule também introduziu o Tai, um ‘matchmaker’ de IA treinado com dados de casamenteiros humanos. Grandes players como o Match Group, proprietário do Tinder, OkCupid e Hinge, dedicam páginas aos seus princípios de uso da IA, destacando explicabilidade e autenticidade para construir confiança e segurança.

O Hinge, por exemplo, lançou em dezembro um recurso de IA generativa para auxiliar os usuários na criação de mensagens iniciais. O Tinder, por sua vez, já utiliza IA para pareamento, considerando dados de atividade, respostas a perguntas e seleção de fotos.

Até o Facebook Dating oferece conselhos baseados em IA, refletindo uma tendência de priorizar a qualidade em detrimento da quantidade de conexões. Essa mudança ocorre em um contexto de queda no interesse por ‘deslizar’ perfis e na disposição para pagar por isso, com o Bumble e o Match Group registrando perdas de assinantes no último ano.

Voz humana como diferencial na conexão

Alguns aplicativos, como o Known, apostam na IA baseada em voz. O Tinder fez parceria com a OpenAI para um jogo de paquera por voz, enquanto o Hinge incorporou recursos de áudio e mensagens de voz. O app Switch incentiva conexões via áudio.

No Known, a interação é feita por meio de conversas por voz. O aplicativo capta preferências e nuances emocionais a partir do tom e da entonação da fala, enriquecendo o modelo de pareamento. Embora atualmente não analise características da voz em si, a empresa considera explorar essa complexidade futuramente.

A fase beta do Known contou com sete mil participantes, e relatos de casais formados através do app já surgiram. A empresa levantou quase US$ 10 milhões, com apoio da gestora de capital de risco Forerunner. O processo de ‘debriefing’ com os usuários após os encontros permite ao app refinar sua capacidade de encontrar parceiros compatíveis.

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